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Preços recordes da carne bovina levam o consumidor a outras carnes
17/06/2015
Os preços recordes da carne bovina no mercado atacadista estão levando o consumidor a buscar proteínas mais baratas, como frango e suínos, e esse movimento deve se intensificar nos
próximos meses, disse nesta terça, dia 16, o presidente do Grupo Agroceres, Fernando Pereira, no Seminário Perspectivas para o Agribusiness 2015 e
2016, realizado pela BM&FBovespa em São Paulo.
Pereira justifica que o brasileiro ainda paga "barato" pela carne bovina comparando com outros países. "A carne consumida pelo brasileiro é relativamente mais barata e esse cenário tende a mudar", explica. "Será um processo de transição gradativa, mas cada vez mais a carne bovina será 'artigo de luxo'." Com o efeito substituição, Pereira estima que a cadeia produtiva do frango seja a mais beneficiada. "O produto com maior disponibilidade ao consumidor final é a carne de
frango, então produtores do setor devem tirar mais proveito disso", diz. No entanto, ele pondera que o aumento do consumo é limitado. "Consumimos em torno de 45
quilos per capita ao ano. Já ultrapassamos o consumo per capita de carne bovina, então até onde isso poderia ir?", questionou. Preço dos grãos e câmbio favorecem aves e suínos
O presidente da Agroceres, Fernando Pereira, disse nesta terça-feira, 16, que os preços mais baixos dos grãos, a desvalorização do real e questões sanitárias, como a gripe aviária nos Estados Unidos, favorecem a produção brasileira de aves e suínos. Em apresentação no Seminário Perspectivas para o Agribusiness 2015 e 2016, realizado pela BM&FBovespa em São Paulo, ele disse que o câmbio é fator importante de incentivo à produção, considerando que 15% da carne suína produzida no Brasil e quase 30% da carne de aves se destinam ao mercado externo. Pereira estima que a produção de suínos no Brasil deve crescer em torno de 2% este ano, devido principalmente a ganhos de produtividade. Ele também prevê expansão marginal nos plantéis. Mercado doméstico
Em relação ao milho, um dos principais insumos à produção de aves e suínos, Pereira estima que a demanda interna pelo grão corresponderá a 41% da produção nacional em
2015. A porcentagem equivale a 33 milhões de toneladas, segundo previsão do Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações). Caso a produção nacional supere as projeções, Pereira antecipa que o consumo de aves e suínos só poderá ser aumentado em até 1,5 milhão de toneladas. "Não tem como superar isso, pois são cadeias bastante dinâmicas. Não há uma capacidade de resposta tão acelerada a ponto de dar vazão a um implemento de produção de grande magnitude", afirmou. Fonte: PorkWorld