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Preço do quilo da carne aumenta 20% e deixa açougues no prejuízo
17/04/2015
O alto preço da carne vermelha tem deixado os comerciantes do setor em situação difícil. Para evitar maiores prejuízos, os açougues economizam, diminuem os lucros e buscam alternativas para atrair o consumidor.
A vendedora Gislaine Tomiazi trabalha com a venda de espetinhos e ir ao açougue escolher qual carne comprar não tem sido fácil. O valor do quilo preocupa a vendedora. “Tem tido um acréscimo bem considerável”, disse.
O preço dos cortes mais tradicionais, como coxão duro (R$ 18,95) e o miolo de paleta (R$ 17,95), sempre presentes na mesa de boa parte dos brasileiros tem afastado os consumidores. Em um açougue de Presidente Prudente, o movimento diminuiu em razão dos recentes aumentos, segundo o dono.
Conforme o comerciante Laércio Pavani, o movimento no estabelecimento “tem caído por causa da alta da carne”. “A tendência é subir mais devido a falta da mercadoria na região”, acrescenta o comerciante.
Nos últimos 30 dias, o preço do quilo da carne nos açougues aumentou em média 20% e esse valor, além de pesar no orçamento familiar, tem mexido com os lucros dos comerciantes que se viram obrigados a cortar gastos para evitar prejuízos.
Pavani ainda aponta que “dentro do açougue, algumas áreas de trabalho estão em família”. “Até precisamos de mais funcionários, mas não temos condições para novas contratações”, afirma o comerciante.
Em um outro açougue prudentino, por causa da queda nas vendas o comerciante Claudemir Alves desligou o ar-condicionado e também um dos refrigeradores para reduzir as despesas. “O preço da carne aumenta e diminui o nosso lucro”.
Para evitar um cenário ainda pior, ele tem segurado o preço dos cortes mais vendidos. A intenção é estimular o consumo e atrair os consumidores. “A margem do que a gente ganha já é pouca e com energia, água e telefone caros, além da alta na carne não tem como repassar o valor final aos consumidores”, comenta. “Assim, trabalhamos com a margem menor e passamos apertado”.
De acordo com o agrônomo José Luís de Lima Astolphi, a explicação para a alta nos preços vem do campo e a perspectiva para os próximos meses não é animadora. “Passamos por um aumento da cadeia produtiva, onde tem menos bezerros sendo ofertados e o custo de reposição para o gdo gordo é muito caro, então fez que a pressão da arroba do boi aumentasse”.
O agrônomo ainda explica que “essa oferta menor de carne faz que o valor fique estabilizado ou até mesmo em uma escala de investimento de médio e longo prazo, como se fosse reponto parte da cadeia produtiva que perdeu nesse período”. “O gado está bem valorizado e, ás vezes, por oferta e demanda os açougueiros redizem o preço das carnes de segunda para atrair os consumidores”, acrescenta.
Para fugir desses preços, o consumidor sabe bem o que fazer. “A gente procura outras opções para suprir as necessidades do consumo”, disse o açougueiro Braion Reis dos Santos. Fonte: PorkWorld