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Preço do suíno aumenta para produtor mas recua no atacado
15/09/2014
O mercado brasileiro de carne suína apresentou nova semana de valorização nos preços ao produtor, com a média do quilo vivo na região Centro Sul do Brasil passando de R$ 3,91 para R$ 3,93, segundo levantamento de SAFRAS & Mercado.      O analista Allan Hedler sinaliza que apesar da alta, o mercado já trabalha com uma expectativa de acomodação dos preços para a segunda quinzena de setembro, acompanhando o recuo de preço registrado no mercado atacadista. "Talvez as cotações do suíno vivo possam recuar na segunda quinzena de setembro, por conta do tradicional período de demanda menos aquecida. Mesmo assim, não há motivo de preocupação maior aos suinocultores, visto que os preços seguem em ótimos níveis se comparado a períodos anteriores, levando em conta também os menores custos para a alimentação animal", informa.      Apenas para ter uma ideia, Hedler salienta que o preço atual do quilo vivo suíno está 10,4% acima do registrado na mesma semana de agosto, quando era cotado a R$ 3,52. Se comparado à mesma semana de setembro do ano passado, quando era cotado a R$ 3,07, a valorização está próxima de 28%.      No mercado atacadista, Hedler destaca que a média de preços da carcaça no Centro-Sul recuou 0,3%, de R$ 6,21 para R$ 6,19, puxada pela desvalorização ocorrida em São Paulo e Santa Catarina. "No mercado paulista, a carcaça especial apresentou queda de vinte e cinco centavos, passando de R$ 6,95 para R$ 6,70. As carcaças tipo exportação e comum recuaram dez centavos, passando de R$ 6,50 para R$ 6,40 e de R$ 6,25 para R$ 6,15 respectivamente. No mercado catarinense a queda também foi de dez centavos, com o quilo da carcaça comum sendo cotado hoje a R$ 6,25. Nas demais praças de comercialização do Brasil as cotações se mantiveram", disse. Para o pernil, a média de preços permaneceu em R$ 7,03 no Centro-Sul.      Nas exportações, Hedler sinaliza que o resultado final de agosto voltou a ser menor se comparado ao do mesmo período do ano passado. Conforme dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o Brasil embarcou 42,1 mil toneladas de carne suína no oitavo mês do ano, com queda de 19,4% ante agosto de 2013. Houve uma compensação na receita, que cresceu 7,2% na mesma comparação, atingindo US$ 142,3 milhões. No acumulado do ano, os embarques de carne suína somaram 319 mil toneladas e US$ 980,6 milhões, queda de 7% no volume e aumento de 10,3% na receita, em comparação com o intervalo entre janeiro e agosto de 2013.      Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) indicaram que na primeira semana de setembro os embarques de carne suína in natura atingiram 10,1 mil toneladas. Conforme Hedler, a média diária de exportações ficou em 2 mil toneladas, incremento de 19,4% em relação à média diária de 1,7 mil toneladas registrada em agosto. Em faturamento, o total no acumulado da primeira semana foi de US$ 42,9 milhões.      A análise semanal de preços de SAFRAS & Mercado apontou que em São Paulo a arroba suína seguiu em R$ 88,00. No Rio Grande do Sul o quilo vivo na integração subiu 1,3%, de R$ 3,17 para R$ 3,21. No interior, o quilo seguiu em R$ 4,38. Em Santa Catarina o preço do quilo vivo seguiu em R$ 3,20 na integração e a R$ 4,20 no interior. No oeste do Paraná a cotação permaneceu em R$ 4,20, apresentando valorização de 2,3% no mercado livre, de R$ 3,93 para R$ 4,02 e de 3,4% na integração, de R$ 3,80 para R$ 3,93.      No Mato Grosso do Sul a cotação seguiu em R$ 3,10 na integração e a R$ 3,60 em Campo Grande. Em Goiânia, o preço continuou em R$ 4,50. No interior de Minas Gerais a cotação permaneceu em R$ 4,50, com o quilo sendo mantido a R$ 4,10 no mercado independente. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo foi mantido a R$ 3,20 em Rondonópolis, mas recuou de R$ 3,58 para R$ 3,55 na integração do estado. FONTE: PORKWORLD